Influência do desequilíbrio oclusal na origem de lesão cervical não cariosa e recessão gengival: análise por elementos finitos

Alexandre Coelho Machado, Alfredo Julio Fernandes Neto, Clébio Domingues da Silveira Junior, Ana Laura Resende Vilela, Murilo de Sousa Menezes, Daniela Navarro Ribeiro Teixeira, Igor Oliveiros Cardoso, Paulo Vinicius Soares

Resumo


Objetivo: avaliar o comportamento biomecânico de pré-molar superior com presença de Lesões Cervicais Não Cariosas (LCNC) e submetido a três carregamentos oclusais distintos pelo método de elementos finitos tridimensional (3D). Material e método: nove modelos tridimensionais elásticos foram gerados, com propriedades ortotrópicas e isotrópicas: Hígido (H); LCNC não restaurada (LCNC) e LCNC restaurada com resina composta (RC); sendo todos estes modelos submetidos a três carregamentos: Axial (A), Oblíquo vestibular (V) e Oblíquo palatino (P). Os carregamentos tiveram intensidade de 150 N e a restrição de deslocamento foi realizada na base e lateral dos ossos cortical e medular. Os resultados foram gerados em tensão máxima e mínima principal. Resultados: O carregamento axial apresentou padrões de tensão mais favoráveis, independente da característica da região cervical. O carregamento palatino mostrou maior acúmulo de tensão de tração na região cervical vestibular e o carregamento vestibular resultou em maior tensão de compressão na tábua óssea vestibular. A presença de LCNC foi fator intensificador para o aumento da concentração de tensão na região cervical. A simulação da restauração com resina composta promoveu um comportamento biomecânico simular ao do hígido. Conclusões: que o carregamento palatino pode estar mais associado com a presença de LCNCs e o vestibular com a presença de recessão gengival. O ajuste oclusal e a restauração da LCNC são indicados para tornar o padrão de tensão mais favorável para o remanescente dentário.


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