Acidentes com pérfuro-cortantes na Faculdade de Odontologia da UFPA: visualização de um cenário.

Liliane Silva Nascimento, Luciana Reichert Assunção, Roberta Lucia Chagas da Silva, Erick Nelo Pedreira

Resumo


A biossegurança pode ser definida como a ciência que cuida da segurança da vida do homem, do ambiente e da vida. A odontologia tem em seu escopo procedimentos de alto risco e complexidade que expõem os profissionais a riscos ocupacionais, dentre eles o acidente com perfuro cortante. Acidente este que representa um potencial de contaminação de diversas doenças como as Hepatites B e C e a AIDS. OBJETIVO: Identificar a prevalência do acidente ocupacional com pérfuro- cortantes em uma faculdade de odontologia. MÉTODOS: Trata-se de uma pesquisa transversal, na qual utilizou-se instrumento validado para o tema com variáveis dependentes e independentes entre docentes, discentes, equipe auxiliar das clínicas odontológicas, funcionários da equipe de manutenção dos equipamentos odontológicos e da limpeza da Universidade Federal do Pará. RESULTADOS: Entre os 200 sujeitos investigados 41,5%(83) relataram ter sofrido um ou mais acidentes com pérfuro-cortantes. Os acidentes foram mais prevalentes entre acadêmicas do sexo feminino.  A idade média foi 24,3 anos e os acidentes foram relatados mais entre acadêmicas leucodermas. A área mais afetada nos acidentes com pérfuro-cortantes foram: dedos, mãos, pés e perna. CONCLUSÕES: A alta prevalência encontrada demonstra que no cotidiano estudado as práticas biosseguras não são protocolos de trabalho, somente tornando-se relevantes no momento de emergência (o pós-acidente ocupacional). Recomenda-se que o controle de infecções e manejo de acidentes ocupacionais seja rotina nas práticas profissionais odontológicas universitárias ou não.

PALAVRAS CHAVE: Exposição ocupacional, Recursos Humanos em Odontologia, Prevenção de acidentes


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