Resistência à flexão de cimentos de ionômero de vidro utilizados em tratamento restaurador atraumático com alteração na proporção pó/líquido

Alessandro Ribeiro Gonçalves, Sérgio Lobão Veras Barros, Anne Grazielle Lopes Carvalho, Laynna Marina Santos Lima, Marina de Deus Moura de Lima, Ayrton de Sá Brandim

Resumo


Objetivo: Avaliar se a alteração na proporção pó/líquido de cimento de ionômero de vidro nacional indicado para ART (Vitro Molar), proporciona melhorias na resistência à flexão comparando-o ao cimento importado, Fuji IX, considerado atualmente o padrão ouro no mercado. Material e método: Foram confeccionados 30 corpos de prova, divididos igualmente entre três grupos (G1 = Vitro Molar, manipulado conforme orientação do fabricante com proporção pó/líquido (1/1); G2 = Vitro Molar com proporção pó/líquido aumentada em 50 % (1,5/1) e G3 = Fuji IX, manipulado conforme orientação do fabricante. Os corpos de prova foram submetidos ao ensaio mecânico de resistência à flexão de três pontos (ISO 9917-2). Uma força foi aplicada no centro até a ruptura dos corpos-de-prova. Os dados foram submetidos à análise de variância e ao teste de Tukey, com nível de significância de 95%. Resultado: Os resultados médios obtidos para força máxima, em MPa, foram: G1: 3,57; G2: 4,54 e G3: 6,32. Houve diferença estatística entre os grupos G1 e G3. O grupo G2 apresentou semelhança estatística quando comparado aos demais grupos. Conclusão: O Vitro Molar com proporção pó/líquido alterada não apresentou diferença estatisticamente significante quando comparado aos demais grupos. O cimento Fuji IX apresentou valor estatisticamente maior de resistência à flexão que o cimento Vitro Molar manipulado na proporção recomendada pelo fabricante.


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