Autopercepção da saúde bucal de universitários fumantes, não fumantes e fumantes passivos

Raissa Albuquerque de Deus, Adriano de Almeida de Lima, Cristine Miron Stefani

Resumo


Este estudo teve como objetivo analisar a autopercepção da saúde bucal de universitários adultos jovens, correlacionando-a com status tabágico. Foi um estudo transversal com universitários entre 18 e 21 anos da Universidade de Brasília. Cada estudante, ao concordar em participar da pesquisa, preencheu um questionário sobre suas experiências com o tabagismo, percepção de saúde bucal e necessidade de tratamento odontológico. Em seguida, cada participante expirou em um monoxímetro, aparelho que avalia a presença de monóxido de carbono na respiração, para confirmação do status tabágico autorreferido. Foram aplicados 103 questionários, dos quais 4 foram excluídos devido a discrepâncias entre o status tabágico autorreferido e o resultado do monoxímetro, restando 99 participantes (49 do sexo feminino e 50 do masculino), idade média 18,7±1,1 anos. Quanto ao status tabágico confirmado pelo monoxímetro, 54 (54,5%) participantes nunca fumaram nem experimentaram cigarros; 29 (29,3%) não fumavam, mas experimentaram cigarros; 6 (6,1%) não fumavam, mas fumaram no passado; e 10 (10,1%) eram fumantes. Quanto à exposição ao tabagismo passivo, 38 (38,4%) participantes se declararam expostos. Em relação à autopercepção da saúde bucal, 1,9% dos participantes não fumantes, 10% dos fumantes e 3,2% dos fumantes passivos classificaram sua saúde bucal como ruim; 5,6%, 10% e 6,4% classificaram sua necessidade de tratamento odontológico como muita, respectivamente (diferenças estatísticas não significativas, alpha=0,05). Concluiu-se que a prevalência do tabagismo observada entre participantes desta pesquisa ficou abaixo da média nacional entre universitários. Quanto à autopercepção de saúde bucal e necessidade de tratamento, não houve diferença em relação ao status tabágico.


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