Oximetria de pulso na avaliação da vitalidade pulpar: análise crítica

Patrícia Correia Siqueira, Daniel Almeida Decurcio, Julio Almeida Silva, Ana Helena Gonçalves Alencar, Giampiero Rossi-Fedele, Carlos Estrela

Resumo


O diagnóstico da condição pulpar é essencial para o estabelecimento do tratamento adequado, e continua sendo um desafio na prática clínica atual. Os testes pulpares térmicos e elétrico são os mais comumente utilizados, porém apresentam as limitações inerentes por avaliarem apenas a sensibilidade pulpar, através da aplicação de estímulos na superfície dentária. A vitalidade da polpa dentária está relacionada à sua vascularização, e testes que avaliam o fluxo sanguíneo pulpar têm sido desenvolvidos e estudados. A oximetria de pulso é amplamente utilizada na medicina para determinação dos níveis de saturação de oxigênio sanguíneos, e tem apresentado-se como recurso para determinação da vitalidade pulpar. Com a utilização de adaptadores, os níveis de saturação de oxigênio da polpa dentária têm sido determinados em diferentes condições clínicas, direcionando para um diagnóstico mais preciso. Resultados promissores obtidos em diversos estudos reforçam as vantagens do oxímetro de pulso em comparação aos testes de sensibilidade, por se tratar de um método mais acurado, objetivo, não invasivo e que não provoca dor e desconforto ao paciente. Nesta perspectiva, os avanços científicos e tecnológicos têm aprimorado o uso de métodos de diagnóstico pulpar inovadores, e o oxímetro de pulso é um potencial recurso para aplicação na rotina clínica dos cirurgiões-dentistas.


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