Acidentes com Material Biológico Entre Estudantes de Odontologia no Estado de Goiás e o Papel das Instituições de Ensino

Liwcy Keller Oliveira Lopes Lima, Anaclara Ferreira Veiga Tipple, Dayane Xavier de Barros, Priscilla Santos Ferreira, Enilza Maria Mendonça Paiva, Luciana Leite Pineli Simões

Resumo


Estudo epidemiológico retrospectivo descritivo que teve como objetivos verificar a frequência e o perfil dos acidentes com material biológico entre estudantes de odontologia atendidos em um serviço de referência e caracterizar as condutas pré e pós-exposição e de acompanhamento recomendadas para esse grupo. A coleta de dados foi realizada de outubro de 2010 a abril de 2011. Foram analisadas fichas de registros de acidentes com material biológico entre estudantes de odontologia atendidos nesse serviço até dezembro de 2010. Dos 701 acidentes entre a equipe odontológica atendidos, 141 (20,1%) ocorreram entre estudantes, sendo o primeiro registro observado no ano 2000. A maioria dos acidentes ocorreu em Goiânia (134; 95,0%). A exposição percutânea (133; 95,1%) foi a mais frequente e a agulha com lúmen o objeto mais envolvido nesses acidentes (51; 38,1%). A adesão à vacina contra hepatite B e ao acompanhamento clínico-laboratorial foi considerada baixa. Acredita-se que o estabelecimento de protocolos internos de acidentes ocupacionais que, além da notificação, priorizem o acompanhamento e a evolução de cada caso, feitos pela própria instituição de ensino superior possam contribuir para uma maior adesão às condutas pós-exposição entre essa população, que vale a pena ressaltar, está em processo de formação profissional.

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