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Pesquisa Científica

v. 19 n. 50 (2010): ROBRAC

Prevalência de mucosite oral radioinduzida em um serviço de Radioterapia no Norte de Minas Gerais

  • Mário Rodrigues Melo Filho
  • Maria Betânia de Oliveira Pires
  • Hercílio Martelli Júnior
  • Paulo Rogério Ferreti Bonan
  • Lucianne Maia Costa Lima
DOI
https://doi.org/10.36065/robrac.v19i50.117
Enviado
março 29, 2010
Publicado
outubro 25, 2010

Resumo

 O objetivo desse estudo foi avaliar a prevalência da mucosite oral radioinduzida por tratamento radioterápico em campos cérvico-faciais, destacando a sua gravidade, relação com dose dependência e associação com xerostomia.  Foram avaliados, em corte transversal, entre a oitava e trigésima quinta sessão de radioterapia, 34 pacientes portadores de neoplasias na região de cabeça e submetidos à radioterapia convencional, em doses tumoricidas em campos cérvico-faciais, por dois examinadores previamente calibrados (Kappa=0,85) durante 23 meses consecutivos entre os anos de 2007 a 2009, atendidos no serviço de Oncologia da Santa Casa de Misericórdia de Montes Claros. Dos 34 pacientes atendidos, 25 (73,5%) eram masculinos e 9 (26,5%) femininos, com média etária igual ou superior a 61 anos (50%). Desses, 26,5% apresentavam neoplasias malignas em língua e 20,6% em cavidade oral (cujo sítio anatômico não especificado). Desses indivíduos, 27 (79,4%) desenvolveram mucosite com dosagem média de 3271,7 cGy (±1412,8). O grau de mucosite mais comumente encontrado foi o 3 (29,4%). Houve associação entre a presença de mucosite com quadros xerostômicos (p=0,027) e campos irradiados (p=0,029). Não houve relação entre a presença de mucosite com gênero, faixa etária e número de sessões de radioterapia (p>0,05). Também não houve correlação entre a gravidade da mucosite com a xerostomia, número de sessões de radioterapia e sítio da neoplasia (p>0,05). Em suma, a mucosite oral radioinduzida é um fenômeno de alta prevalência, que pode apresentar níveis elevados de severidade e que se relaciona na sua presença, com o campo irradiado e xerostomia.