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Pesquisa Científica

v. 27 n. 83 (2018): ROBRAC

Caracterização dos ensaios clínicos sobre cárie dentária desenvolvidos no Brasil e registrados no clinical trials: uma análise de 15 anos (2003-2017)

  • Isla Camilla Carvalho Laureano
  • Lunna Farias
  • Catarina Ribeiro Barros de Alencar
  • Alessandro Leite Cavalcanti
DOI
https://doi.org/10.36065/robrac.v27i83.1265
Enviado
julho 20, 2018
Publicado
outubro 26, 2018

Resumo

Objetivo: Caracterizar os ensaios clínicos sobre cárie dentária desenvolvidos por pesquisadores brasileiros e registrados na plataforma Clinical Trials. Material e método: Tratou-se de estudo bibliográfico sobre a cárie dentária por meio da análise dos registros feitos na plataforma Clinical Trials. O período de busca compreendeu todos os estudos registrados entre os anos de 2003 a 2017. Para a estratégia de pesquisa foi utilizada a palavra-chave "Dental caries" na seção "Condition or disease" e “Brazil” na seção “Country”. Os dados foram apresentados por meio de estatística descritiva. Resultados: Foram obtidos 55 ensaios clínicos, constituindo-se o Estado de São Paulo como principal local de execução (51,8%). A amostra variou de três a 800 indivíduos. Quanto à análise do período de registro, a maioria dos ensaios clínicos foram registrados nos últimos cinco anos (2013-2017) (63,6%). A maioria dos ensaios clínicos analisados recrutou crianças entre 0-12 anos (67,7%). Com relação à alocação dos grupos, apenas um estudo (1,8%) não se caracterizou como randomizado. O modelo de intervenção mais frequente foi o paralelo (70,9%). Quanto ao tipo de mascaramento, o estudo cego (34,5%) foi o mais prevalente e os estudos com finalidade terapêutica foram predominantes (67,3%). A maior parte dos estudos dividiu os participantes em dois grupos (67,3%) e não usou grupo placebo (80,0%). Conclusões: Os ensaios clínicos desenvolvidos por pesquisadores brasileiros voltados à temática da cárie dentária são majoritariamente desenvolvidos em crianças, predominando o desenho paralelo e a finalidade terapêutica. Existe grande variabilidade no número amostral, sendo baixo o uso de grupo placebo.