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Relato de Caso

v. 30 n. 89 (2021): ROBRAC 30 anos

Reabilitação protética de maxila atrésica e disfunção velofaríngea: relato de caso clínico

DOI
https://doi.org/10.36065/robrac.v30i89.1408
Enviado
julho 2, 2020
Publicado
setembro 25, 2021

Resumo

A fissura de lábio e palato envolve a região do rebordo alveolar, podendo ocasionar desenvolvimento anômalo dos dentes, na região da falha que alteram o alinhamento dentário, comprometendo a estética do sorriso. Além disso, as cirurgias para sua correção podem apresentar efeitos restritivos no desenvolvimento da maxila trazendo alterações no terço médio da face, incluindo a atresia maxilar. Esta pode acarretar em instabilidade oclusal, estética insatisfatória, alterações fonéticas e respiração bucal. Uma vez que as cirurgias de correção da fissura de palato não tenham sido completamente bem sucedidas, o indivíduo pode apresentar uma disfunção velofaríngea. Esta compromete o equilíbrio da ressonância entre as cavidades nasal e oral, ocasionando alterações na fala como: compensações articulatórias e hipernasalidade. A proposta deste trabalho é descrever a reabilitação protética de um paciente, do sexo masculino, 26 anos de idade, com fissura transforame incisivo bilaterale diagnósticos de atresia maxilar e disfunção velofaríngea, devido às sequelas pós-cirúrgicas. Com o objetivo de reabilitar a estética e as funções orais deste indivíduo, foi confeccionada uma prótese parcial removível de recobrimento, retida por coroas metálicas fresadas, nos dentes 23 e 26, e coroas metálicas nos dentes 13 e 16, unidas por uma barra e uso de sistema barra-clip, para melhorar sua retenção. Para a reabilitação de fala, foi proposto um obturador faríngeo associado à prótese dentária. Conclui-se que este tratamento proporcionou melhora da sua estética, bem como as funções alimentação e fala, proporcionando, assim, melhora da autoestima e qualidade de vida do indivíduo.