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Pesquisa Científica

v. 20 n. 55 (2011): ROBRAC

Perfil epidemiológico de portadores de carcinoma bucal do serviço de estomatologia HSL-PUCRS

DOI
https://doi.org/10.36065/robrac.v20i55.589
Enviado
agosto 30, 2011
Publicado
setembro 27, 2011

Resumo

 

Objetivo: Estabelecer o perfil epidemiológico dos portadores de carcinoma espinocelular bucal atendidos nos últimos 32 anos no Serviço de Estomatologia e Prevenção de Câncer Bucomaxilofacial do Hospital São Lucas da PUCRS.

Métodos: Foram avaliados 584 prontuários dos portadores de carcinoma espinocelular bucal de acordo com: gênero, idade, ocupação, queixa principal, sintomatologia, localização anatômica e características clínicas da lesão, fatores de risco associados à doença, presença de linfodenopatia regional e tratamento estabelecido, comparando com estudos epidemiológicos de outros centros.

Resultados: Dos pacientes avaliados, 78,42% eram do sexo masculino e 21,58% do feminino. A faixa etária mais frequente variou entre 51-60 anos (34,42%) e a ocupação mais prevalente foi em aposentados (31,%). A queixa mais recorrente foi a presença de ferida na boca (44,03%) acompanhada de sintomatologia dolorosa (58,39%), sendo a língua a localização anatômica mais acometida (39,05%). Os pacientes avaliados referiam o uso de fatores de risco associados ao desenvolvimento da neoplasia sendo que 75,52% faziam uso do tabaco e/ou álcool. Em relação à presença de linfadenopatia regional, 23,97% apresentaram linfonodos impalpáveis e 76,03% apresentaram linfadenopatia regional. O tratamento oncológico mais utilizado foi a cirurgia contemplando 61,50% dos casos.

Conclusões: o carcinoma espinocelular foi mais prevalente em homens, aposentados, na faixa etária de 51-60 anos de idade, usuários crônicos da associação de tabaco e álcool. A queixa principal mais relatada foi de “ferida na boca” acompanhada de dor, sendo a maioria de localização na língua, sob a forma ulcerada. A cirurgia foi a terapia preferencial utilizada nesta lesão.