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Relato de Caso

v. 22 n. 61 (2013): ROBRAC

Tratamento de perda óssea por trauma oclusal primário. Relato de caso

DOI
https://doi.org/10.36065/robrac.v22i61.681
Enviado
setembro 3, 2012
Publicado
julho 2, 2013

Resumo

A distribuição correta de forças oclusais deve ser uma preocupação constante para os profissionais da odontologia, isto para que propicie a manutenção do equilíbrio entre os elementos do sistema estomatognático. Quando as forças oclusais excedem o limite fisiológico dos tecidos, pode ocorrer injúria nos tecidos periodontais decorrente do trauma oclusal. A paciente MLC, branca do sexo feminino 53 anos compareceu à pesquisa de oclusão e dor orofacial da Faculdade de odontologia da UFG com quadro clínico de mobilidade no primeiro pré-molar inferior esquerdo, hipersensibilidade ao toque no mesmo e reabsorção óssea na região face mesial. Ao exame clínico observou-se desvio da mandíbula para a esquerda, devido interferência na vertente mesial da cúspide mésio palatina do primeiro molar superior esquerdo, a referida interferência projetava a mandibular para anterior e para a esquerda resultando em trauma no segundo pré-molar inferior esquerdo. O dente sob trauma não apresentava bolsa periodontal e respondeu positivamente ao teste de vitalidade pulpar. Observou-se que a dor e a mobilidade foram causadas pela interferência, caracterizando trauma oclusal primário. Para eliminar o contato prematuro, o tratamento indicado foi o ajuste oclusal por desgaste seletivo. Após quatro meses de acompanhamento verificou-se ao exame radiográfico neoformação óssea na região mesial do referido dente, com desaparecimento da mobilidade e de toda sintomatologia associada. Concluindo, assim, o ajuste oclusal por desgaste seletivo pode ser indicado em casos de trauma oclusal, desde que este seja o fator etiológico.