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Pesquisa Científica

v. 15 n. 39 (2006): ROBRAC

Efeitos citotóxicos e biocompatibilidade de agenes clareadores usados na odontologia: uma revisão de literatura

  • Carlos Alberto de Souza Costa
  • Claudia Huck
Enviado
março 23, 2010
Publicado
março 25, 2010

Resumo

O clareamento dental foi introduzido na Odontologia a mais de 150 anos. Todavia, apenas nas ultimas décadas o clareamento de dentes vitais e não vitais passou a ser amplamente divulgado e extensamente aplicado na pratica odontológica. Diferentes tipos de agentes clareadores, associados a técnicas especificas de aplicação, tem permitido a realização deste procedimento com relativo sucesso, ate mesmo quando o tratamento e realizado pelos próprios pacientes (clareamento caseiro). Todavia, pesquisas in vivo e in vitro tem demonstrado que componentes ativos dos agentes clareadores, incluindo o peróxido de hidrogênio, têm a capacidade de difusão através das estruturas dentarias para alcançar o espaço pulpar. Esta difusão ocorre de maneira mais significante em dentes restaurados, através da infiltração dos agentes químicos pela interface dente/restauração, ou quando há exposição de dentina em casos de retração gengival, erosão, abfração e outros. Nesta situação, os efeitos citotóxicos dos agentes clareadores sobre células em cultura ou a irritação do tecido conjuntivo pulpar, associado ou não a sensibilidade pós-tratamento, estão diretamente relacionados com a quantidade de material que entra em contato com as células e/ou tecidos. Desta maneira, com o objetivo de prevenir danos ao complexo dentino-pulpar e sintomatologia dolorosa posterior, cuidados devem ser tomados na escolha do agente clareador e na sua técnica de aplicação, bem como na cuidadosa selecao dos pacientes que realmente necessitam do tratamento e que apresentam condições dentarias especificas para que se proceda o clareamento.