Ir para o menu de navegação principal Ir para o conteúdo principal Ir pro rodapé

Pesquisa Científica

v. 15 n. 39 (2006): ROBRAC

O açúcar na dieta das instituições para pessoas portadoras de necessidades especiais do Estado de Goiás

  • Maria Fátima Nunes
  • Maria Carmo Matias Freire
  • Rosana Ferreira
Enviado
março 23, 2010
Publicado
março 25, 2010

Resumo

O presente trabalho objetivou avaliar conhecimentos e práticas desenvolvidas pelas instituições para pessoas portadoras de necessidades especiais (PNE) do Estado de Goiás quanto ao açúcar na alimentação. Das 52 instituições existentes, 32 (61,5%) participaram. Os dados foram coletados através de questionário ou entrevista aos recursos humanos das instituições. Na maioria a alimentação era comprada e a escolha do tipo de alimento era feita pelos seus responsáveis, baseada principalmente no valor nutricional e no interesse das PNE. Muitas instituições relataram que orientam os pais sobre alimentação, mas poucas abordavam sobre o açúcar. A maior parte dos profissionais de odontologia relatou ter feito alguma orientação sobre açúcar e saúde, para pais, funcionários e as próprias PNE. Todas as instituições que forneciam alimentação adicionavam açúcar à mesma e os principais motivos foram para ficar gostoso, para adoçar e para agradar aos PNE. Muitos recursos humanos que atuavam na definição ou preparo da alimentação demonstraram desconhecer os efeitos nocivos do açúcar, mas dentre os que possuíam este conhecimento foi alto o percentual que o relacionou às doenças crônicas, especialmente a obesidade e a cárie. Os resultados sugerem a necessidade de intervenções educativas integradas a políticas mais amplas de alimentação nas instituições pesquisadas